"The poetry of earth is never dead" (A poesia da terra nunca morre) Keats - "Construir para se destruir" Paul Valéry - blog do Poeta F.G.M.

domingo, 30 de dezembro de 2018

Terceira lista de recomendações de livros para ler


Alguns clássicos (Maravilhosos ou irresistíveis)

1 Lolita, Nabokov.
2 Humano demasiado humano, Nietzsche.
3 Caninos Brancos, Jack London.
4 Antes de Adão, J. London.
5 Com a maturidade, fica-se mais jovem; Herman Hesse.
6 As viagens de Gulliver, J. Swift.
7 Górgias, Platão.
8 Parmênides, P.
9 A casa das belas adormecidas, Yasunari Kawabata.
10 O país das neves, Y. Kawabata.
11 Confissões de uma máscara, Yukio Mishima.
12 O declínio de um homem, Osamu Dazai.
13 Fogo pálido, Nabokov.
14 Uniões, Robert Musil.
15 O retrato do artista quando jovem, J. Joyce.
16 O Amor de Mítia, Ivan Búnin.
17 O Eterno Marido, Dostoiévski.
18 Bola de Sebo e Outros Contos, Guy de Maupassant.
19 Ratos e homens, John Steinbeck.
20 Kappa e o Levante Imaginário, Ryunosuke Akutagawa.
21 Memorial de Maria Moura, Rachel de Queiroz.
22 Caetés, Graciliano Ramos.
23 A hora da estrela, Clarice Lispector.
24 Primeiras Estórias, João Guimarães Rosa.
25 Quincas Borba, Machado de Assis.
26 Otelo, Shakespeare.
27 O Ateneu, Raul Pompeia.
28 Diário do hospício & O cemitério dos vivos, Lima Barreto.
29 Objeto Quase, José Saramago.
30 Retrato do artista quando coisa, M. de Barros.

F.G.M.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Pu...



Resolvi sair de casa pela madrugada. Devo dizer que havia tomado um banho bem gelado depois de morrer de calor durante a noite inteira. Assim que me deparei com a porta, senti um arrepio no peito e me perguntei por que sairia tão tarde da noite se já era hora de dormir? Tenho passado os dias assombrado pela ideia do amanhecer. Sim, amanhecer. Parece-te estranho se me assusto ao pensar que o dia pode acabar e recomeçar sem fim? E se a noite durasse a vida inteira? Fiquei preso por anos a esse pensamento e, depois de muito tempo pensando se sairia ou não de casa, num dia comum, sem festa em clube ou movimento na rua, apenas para descobrir – e sozinho – como seria passear sozinho sob um céu estrelado com portas fechadas e luzes acesas, tomei o último gole de coragem que faltava-me à curiosidade. Desta vez, me senti bem melhor do que da última que tentei sair, porque não havia tomado banho nem tampouco pensado no passado. Enfim, estava despreparado, é certo. Passei o dia comendo bem, relaxei até não sentir as pernas, fiquei vidrado na ideia de sair de casa à noite desde o raiar do sol. Psicologicamente, sem entender nada de psicologia, senti-me apto para viver tal aventura. Quem diria que os perigos da noite de tempos outrora brutais pudesse se tornar apenas a patologia de um homem sem coragem de abrir as próprias portas e, simplesmente, sair de casa, tomar um ar, se dirigir à calçada e, quem sabe, até mais longe, como a rua, o outro lado da rua, a próxima parada. Mas não podemos mover a vida com medos passados, quero dizer, é preciso dosar razão e tensão. Esquece. Bebi água após meia hora esperando o efeito do enxaguante bucal passar, vesti uma camisa de algodão, agradável e leve, um calção até o joelho de jeans falso, pus as chinelas e estava pronto. Espera, lembrei-me de que esqueci de algo na cozinha. Um saco plástico no chão! Sim, eu não poderia deixar nada faltando para minha partida. Cada coisa mínima me incomoda tanto que eu não posso me concentrar em mais nada se eu não resolver. Posso dizer a vocês que já fiquei atolado de tarefas para fazer e só não fiz porque estava com medo de não concluí-las e, pior, de ter consciência de que eu as tinha acabado, que não eram tudo aquilo que imaginava minha vã neurastenia. Eu sou estranho, bem, quem não é? No meu caso, eu odeio criar rotinas e ter a certeza de que farei tudo no mesmo horário, com a mesma disciplina, a mesma dedicação, em todos os dias, ora, sou brasileiro e não nego minha pertença. Preciso de caos, criar caso, encher o saco e socar o ar enquanto, na verdade, deveria estar colocando minhas coisas em dia. Talvez você me pergunte sobre o que estou falando agora, mas posso retomá-lo ao assunto: fui à cozinha jogar no lixo uma pequena embalagem de bolacha recheada. Alguns chamam de biscoito, eu costumo chamar de bolacha. Em verdade, há uma confusão quanto a isso, contudo, não quero perder o hábito que criei há anos de chamar bolacha. Vejam, odeio hábitos, mas de uns – não posso me desgarrar. Já pensou? Estou com um leve tremor na barriga, o cheiro não é bom aqui... Então, como a memória da gente pode se lembrar de tanta coisa tão besta e se esquecer das coisas mais importantes? Lembrei-me de que havia deixado um cotonete embaixo do tapete na semana passada, guardei na memória aquela frase horrível sobre eu “não ser inteligente”, além de recordar de coisas inúteis, como a posição da maçaneta da casa do meu primo, a preferência de gravação dos canais da tv paga, além da posição que defequei no ano passado, depois de beber um leite estragado, o papel higiênico rosa, o meu tio me perguntando se eu “não queria ser cremado”, uma buzina forte anunciando um acidente. Sim, mas tudo isso para me lembrar daquela mosca em cima do xampu anti-caspa, azul-verde. Horrível.
Sei que me distanciei da porta por um instante, mas voltarei a ela. A cozinha estava bagunçada. Para me sentir em paz, apto, em perfeitas condições, tive de arrumar a louça, prato a prato, copo a copo, talher a talher, e guardar a comida que havia em cima do fogão nas panelas. Depois de respirar fundo, a janela da porta estava aberta, dava para o céu, dava para o muro. Encostei os braços nessa fenda mística e fiquei a olhar aquele infinito. Puxa, que cena imensa! Por que deveria sair, pensei, se já estou fora? Eu sou o mundo. Eu sou eu. Já tinha me esquecido de tudo que era importante no dia anterior. Pensando bem, olha, já parou para pensar que tudo aquele que é importante é, ao mesmo tempo, estressante, trabalhoso, insuportável, imundo? Por que transformamos as coisas importantes em grandes prisões da liberdade? Tudo aquilo que devo fazer não passa de tudo aquilo que não me deixam fazer. Talvez tenha sido por isso que nunca abri a porta de madrugada para sair e ver o que é a vida sem dever a ninguém! Olhando para quem sou hoje, após ter viajado tanto de um quarto para outro, de um reino (não, foi Gulliver), da cama para rede e desta para o sofá, percebi que me transformei numa revolta íntima contra mim mesmo. A minha mente paralisou o meu corpo o quanto pôde. Toda vez que devia fazer algo e os meus sentidos começavam a comichar, o pensamento dizia para. Era como se meu pior amigo me dissesse “seu inútil, pare agora mesmo o que seu corpo pensou em fazer”. Meu corpo, corrigindo, não pensa. Ele sente, é óbvio – e sente muito por tudo que tem ocorrido com ele nos últimos anos. Um dia, um dia bem longe, cheio de buzinas e cachorros latindo, em um dia sem sol nem lua, sem verso nem rua, sem prosa ou rosa, iremos nos separar. Sim, eu e meu corpo, um casal inconsequente, presos um ao outro, reduzidos um pelo outro. Ouvi uma batida na sala. Alguém acordou? Meu... eu moro sozinho... por que não me lembrei disto? Mania de criar companhias de fins de semana. Às vezes me perco, não sei se estou só ou se estão me acompanhado durante o dia. Não me refiro a aparições, diabo! Que susto, o inferno do meu smartphone acabou de tocar – o alarme de recebimento de e-mail. P... toda vez isso me esfaqueia o coração quando toca. Só pode ser o demônio querendo me matar de um susto. Agora eu vou ter que olhar quem me enviou esse e-mail dos quintos dos infernos. Sabe de uma coisa? Melhor não. Vi a prévia aqui é apenas um spam... nem o diabo me envia e-mail. É a vida. Pus o capeta no bolso e me encaminhei à porta. Finalmente, eu e ela estávamos juntos. Aliás, sobre eu saber ou não se estou sozinho, é coisa desimportante agora, pois estamos bem perto do portal que irá me conceder o silêncio da madrugada, o volume máximo da noite. Reitero: uso apps de encontro e saio com tanta gente que não sei mais nem quem me abandonou na última t... amar, hoje em dia, é... a porta! Vamos à porta. Eu sei que todos se interessam pelo amor e todos querem saber um pouco mais sobre o que não sabem a respeito desse sentimento divinabólico, mas preciso seguir com minha história, senão, quem irá contá-la por mim? A porta. Sim, a imensa pequenina porta que me separava do portão. Primeiro a porta que dá acesso à área/garagem e depois o portão e, então, a rua, a noite, tudo. Quando a abri, fiquei gelado da cabeça aos pés. Comecei a salivar excessivamente. Que dor! A tremedeira começou pelo queixo e desceu para os joelhos! Ai... coloquei o smartphone no silencioso para que não me matasse do coração e, às duas da madrugada, abri a portão depois de ficar meia hora tremendo diante dele. O vento assobiou maliciosamente assim que pus o primeiro pé na calçada e fui colocando meu corpo todo para fora. Fechei o portão. Olhei para trás, mecanicamente, arregalei os olhos e notei que deixei a chave do lado de dentro! Ou seja, fiquei trancado pelo lado de fora! E agora? E a aventura? E as delícias que me fariam esquecer o que viver dentro de casa, preso às paredes, sonhando sair? Pensando bem, mas bem mesmo, talvez fosse melhor se eu tivesse enfurnado, quieto sob lençóis, cueca na bunda, olho no history. Seria mais livre do que imaginaria depois que saísse. Se eu pudesse voltar! E agora? Comecei a pensar no chaveiro, no rombo que fariam no portão, na vergonha alheia... por que me prestei a tal serviço se eu poderia ter ficado... já disse isso... agora estou ficando repetitivo. É o nervoso. As palavras estão saindo de mim pausadamente.
“Burro, burro, burro” – pensei contra mim mesmo. Comecei a suar, fiquei com calor, agoniado, queria gritar, mas não queria ser ouvido, mordi a barra da camisa, soquei as paredes e, não havendo mais nada a fazer, sentei-me de pernas e braços cruzados, cabisbaixo, arrependido por ter nascido um milhão de vezes na minha alma. Será que não há sossego para ninguém neste mundo? Em que tipo de paz doméstica eu acreditava existir? Por que sair de casa parecia ser a liberdade que os franceses pregaram na revolução? Ah, que vida injusta, ingrata e ignara. Se era inútil qualquer esforço por mudar o mundo através do pensamento, resolvi perambular, como se diz, por aí. Levantei-me, decidido, com o coração um pouco aflito, e fui. Todo aquele misticismo de sair de casa, a mágica envolvida sob o céu de estrelas, caíra por água abaixo depois que a chave para tudo se tornara o esquecimento para todos. Sim, é preciso virar, trancar e guardar. Sim, é preciso desvirar, destrancar e guardar. Vira e desvira, vira e desvira, sempiternamente. É tudo obrigação por fazer, datas comemorativas, o índice da bolsa de valores, as frases polêmicas do político Brutus Asnus. Embora saibamos que fizemos tudo para termos a tal estúpida qualidade de vida, no fundo, no fundo, bem lá na paz e tranquilidade tumular, sabemos que a vida – sim, esta vida vivida e desvalida vida, não passa de encheção de saco e excesso de gordura aqui, flacidez ali, lubrifica aqui, dá um polimento ali, ajeita aí, faz um favorzinho pra mim, planeja a m.... vida é sobrevida. Após chutar a lata de cerveja, percebi que caminhei quase cem metros sem olhar para frente e, pasmem, estava no meio da rua! Em outra hora, seria deliciosamente esmagado por um carro, uma moto, uma viúva (em um carro). E por que não um viúvo? Ora, digo, tanto faz, seja homem ou mulher. Se você reparar bem, não fazemos nada na vida que realmente importa. Fazemos tudo, mas tudo mesmo, tudo, tudo exatamente o contrário. Senti um calafrio depois de pensar nisso, um tremor de gelo no peito e um engasgo nos olhos. Algo aparece por trás dos pés de algaroba. Uma sombra humana. Ela se parece tanto com a minha! Não tive medo, juro, estava pronto. Que libertação. Fui, por muito tempo insensível, mas agora eu sinto e sei por que não fiz nada a respeito disso. Mantive-me útil e prático aos olhos do mundo, rentável e funcional, ou seja, não prestei atenção nos detalhes e aquela sombra, agora tão hostil por parecer ter dois metros e meio, ainda assim – não me assombrava, nem um pouco. Fui banhado por ela e, dentro de poucos segundos, o espectro sombrio diminuiu até sumir. Passei a mão na testa, voltei a mim. Já eram três horas da manhã; dizem, a hora dos mortos. Senti refluxos, um gosto de salmão estranho na boca, pigarreei até passar. Mexi a cabeça para todos os lados para relaxar o pescoço e, do nada vertiginoso em que me encontrava, um gato apareceu diante de mim, no movimento ondulante de penas negras no ar – quase me tirando toda a cor que restava neste pobre corpo possuído por tormentos e misérias! Ele me olhou e disse: é você. Eu? Como, você? Agora? Não, não era assim que eu queria dizer... ele se desfez depois que cocei os olhos para vê-lo melhor. Aos poucos, fui percebendo algo trágico naquela aventura. Na verdade, eu não fazia mais parte do mundo que acreditava. Estava em outro plano, vamos dizer, vivendo de outra forma. As pessoas foram surgindo e me cumprimentando. Viam, falavam, sumiam. Eu fiz o mesmo. Não era nada novo para mim. Sorri largamente, acenei, e caminhei por horas e horas. Por um acaso, pus a mão no bolso e lá estava a chave, sim, aquela mesma que eu havia perdido, a tal da chave, a casa que me trancou por fora. A chave não tinha mais dentes, estava lisa, velha, apócrifa. Se eu disser a vocês que dormi, é mentira. Eu passei a me comportar como uma palavra errante na alma dos que procuram um conciliação entre corpo, alma e vida. Foram tantas palavras que encarnei, tantos provérbios douraram minha boca, tive os olhos vazados de tanto ver e a língua, após espernear pelos séculos, ensombrada pelos terríveis sentimentos de ódio, fúria e dor humanas, caiu – antes que eu pu...

F.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Lolita



Lolita. Livro enigmático ou simples demais para ser complexo. Ou tão complexo que nos faz crer como as coisas mais estranhas e horríveis podem ser belas e tangíveis à feição do meramente simples. Lírico, perturbador, atraente e repulsivo. Quem é esse senhor de nome repetido que soa no livro? A história retrata o prazer estético da Literatura sobre um tema tão delicado e controverso: um homem mais velho que se relaciona com uma criança bem nova, de uns 11 a 12 anos mais ou menos, pois nem o narrador sabe precisar que idade tinha Dolores. Lolita também poderia contar a história de um escritor apaixonado pelos seus personagens e excessivamente obcecado pela potencial esmagador da literatura para criar universos.
Escrito por Vladimir Nabokov, autor russo, erradicado nos EUA, pode-se sentir, assim como sentimos a língua de Clarice Lispector, que é a estrangeira mais brasileira da literatura, uma nova língua inglesa, provocativa, ecoante, permeada de assonâncias e aliterações de um poeta narrador. A percepção estilística que o autor de Lolita concebe captar em outro idioma, algo que só pode ser sentido quando não se pertence àquela língua, é um dos charmes do livro, além de ser o melhor ângulo de Lolita: Lo-lee-ta: the tip of the tongue taking a trip of three steps down the palate to tap, at three, on the teeth. Apesar de o autor ter tido certo remorso pela obra não ter sido aceita nos EUA conservador da época, e de dizer, no mesmo ensaio à obra, que o russo possuía nuances que o inglês não tinha, é preciso reconhecer que Nabokov se saiu muito bem em sua empreitada e foi muito além em uma língua estrangeira: You can Always count on a murderer for a fancy prose style.
O fato de ser uma língua diferente fez com que experimentasse outras formas de dizer que não eram habituais em sua formação linguística. Ler Clarice Lispector é, sem dúvida, ler um idioma bastante único dentro da língua portuguesa. A ordem das frases, a construção sintática dos tempos verbais e os arranjos complexos, tortuosos dos períodos, no vai-e-vem semântico sem fim, é uma das marcas da escritora. Quando nos aventuramos em Lolita, sentimos esse mesmo puxa-estica, essa riqueza abundante de construções frasais únicas, “my sin, my soul”. Todo o tempo e espaço da obra podem se tornar uma síntese do desejo obsessivo do narrador, pois tudo gira em torno de Lo: o princípio e o fim de tudo. Ela é uma presença onipresente, embora não saibamos exatamente de sua existência.
Para além desse monumento literário e estilístico, praticamente um elogio apoteótico à língua inglesa, temos uma história que se entranha no avesso de Lolita. O narrador apresenta ao Júri – possível leitor imaginário – as causas de seu infortúnio e como toda sua alma e vida fora sugado pelo seu amor inviolável e irrefreável por Lo. Não pensem, caros leitores, que irão encontrar pornografia barata no livro, aqueles detalhes sórdidos cuja essência se resume aos gemidos e pirotecnias do copo, cenas de sexo esdrúxulas, o apelo na obra é diferente. O livro é puramente erótico, as pernas, a calcinha, as sardas, o corpo milimetricamente apresentado da ninfeta e os enlaces de Humbert Humbert são sugestivos à medida que o desejo poético do narrador se consome, se consuma, e lemos com a excitação de um amante à primeira vista.
O exercício que Nabokov empreende em Lolita é um exercício claro de como se pode elevar à máxima potência a capacidade literária de um escritor ao explorar a forma, a estética, o estilo para construir um belo retrato de Dorian. Contudo, mais do que isso, esse livro é um exemplo claro de que não pode haver uma literatura pela literatura, simplesmente. Por mais que Nabokov tenha dito que o livro é uma espécie de culto à forma literária, seria impossível existir se ele não tratasse de algum tema, e tão delicado, do real, no emaranhado espinhoso da ficção: Look at this tangle of thorns. O relato de H. H. é, enfim, maravilhoso enquanto forma e, enquanto conteúdo, ainda mais estupendo. Como a literatura pode ir além das barreiras que se estabeleceram ao longo do tempo para o ser humano e, rompendo os limites ou os eliminando, nos vira do avesso sem que tenhamos total noção do que está acontecendo como sua Lolita, light of my life? Leitura urgente.

F.

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O sonho é o aquário da noite. - Os trabalhadores do mar, v.h.