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Elegia

I Que fim levaram os mortos onde enterram os vivos eu não vi, senhores e senhoras, todos e todes agora não me restam mais palavras para louvá-los nem língua desde que o museu pegou fogo eu sou cinza e pálido como as pessoas carbonizadas em 11 de setembro como os mortos na segunda guerra mundial pela bomba atômica meu coração de cristal se partiu desde que a pátria amada Brasil se tornou o berço do fanatismo e as cores da bandeira a dor de muitos brasileiros vivos.
Por que eu canto, se minha respiração é fraca se meu poema não fala nem consegue respirar este ar sufocante que vem dos meus pulmões e se espalha pelo meu corpo flamejante enquanto o músculo das palavras se distende e o país inteiro morre sufocado!
Olho para as ruas vazias e vejo fantasmas vivos que caminham e passeiam com seus filhos cães saltitantes que latem e carros que passam ao longe como um grito olho e vejo o mundo por trás do homem do homem que destrói do homem que tem vergonha de si mesmo do homem que violenta e agride o semelhante à me…

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