"The poetry of earth is never dead" (A poesia da terra nunca morre) Keats - "Construir para se destruir" Paul Valéry - blog do Poeta F.G.M.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Conversas com o Dr. André A.


Soava filosófico: “Você vai ver, cara”. Vou vou vou. “Eu tenho fama aqui”. E passeavam na consciência as suas palavras de salto.
A gravidade de sua cabeça atraía as extremidades do corpo. Via-nos com um olhar azul cheio de veleidades.
“Azêmola, Biltre, Sacripanta!” uma palavra para cada dia jogava e fazia Bruno pensar sobre a questão palestina.
Adorava o chá da tarde, sobretudo, o de tarde da noite. Tratava as palavras com sabor de Creme Cracker – e me chamava de “crápula!”.
É você, Foucault? O que você acha dos pré-socráticos? Cara (longa pausa), eles são tão bons.
Piscava o olho de repente, meneava a cabeça e punha a língua de fora – num ato de pura saliência penal. Kant é horrível – impossível de entender.  Já Sartre é gostoso, assim como Aristóteles e Platão.
Weber? É um pensamento profundo, belo, mas não consigo abstrair praticamente nada.
Schopenhauer é bom, difícil é escrever seu nome.
Cara (longa pausa), como é bom.
E todos esperavam sua risada para entender a graça.

F.G.M.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Por que ler os clássicos




“Transcrever com nítida evidência o raciocínio mais complexo, extraindo dele um sentido de harmonia e beleza.”
Ítalo Calvino –  Por que ler os clássicos.

O que é nítido, harmônico e belo?

F.G.M.


definição

ser poeta é minha maneira de inexistir sozinho. F.