"The poetry of earth is never dead" (A poesia da terra nunca morre) Keats - "Construir para se destruir" Paul Valéry - blog do Poeta F.G.M.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Os 3



Acima da galáxia, entre os dentes, uma gengiva lateja e pulsa. A TV transmite temperos pelo mundo, e meu estômago ronca em busca de uma saída. A água acabou. O carnaval acabou. E tudo sumiu. Este texto é desnecessário também, a não ser pelos simples detalhe pessoal e intransferível de eu querer fazer uma lista.
Eis a breve, porém nutrida lista de jogos para esta geração:
1 The witcher 3
[Este é o primeiro da lista, porque, simplesmente, representa o melhor jogo de RPG de nossa geração. E não é opinião minha apenas, mas de uma séria de missões secundárias presentes nele, que comprovam como um jogo pode construir belas narrativas longe das páginas dos livros e, obviamente, das missões principais. Foi um dos primeiros games que pude ter acesso ao adquirir um videogame, e foi marcante – pular de um PS1 para um PS4.]
2 The last of us
[Outra experiência intensa e gratificante, simplesmente incrível. O último jogo do gênero que eu cheguei a concluir foi Resident Evil e, olha, que os dois são bastante diferentes. Sempre me lembrarei de como um jogo dublado em PT-BR pode tocar até mais profundamente do que em sua língua de origem. Era meu sonho e foi um dos primeiros que adquiri também assim que comprei a máquina de girar mundos. A história, sem dúvida, é uma das mais imersivas e envolventes do gênero, e podemos – mesmo depois de desligar o console – ficar com a cabeça no jogo horas a fio a pensar que não pode ser em vão.]
3  Bloodborne
[Pestilento! Sinceramente, não tenho nem palavras para falar dele. Que história, que pedaço de enredo, que detrito de tudo e de todos. Há tanto sangue vivo ali, tanto Lovecraft quanto Miyazaki. No quesito dificuldade, ele superou todos, claro, isso é indiscutível. Talvez não a dificuldade, mas as mecânicas que exigem do jogador o domínio de um mestre. E foi assim que eu e meu parceiro de passado, Luiz Carlos, cravamos esse jogo em nossa memória conjunta, pois foram horas de jogo, discussões, e teorias. Sempre associarei Blood ao meu amigo pestilento, misterioso e contíguo. A sensação de jogá-lo, como eu posso dizer, talvez seja como a de mergulhar na história de um ser sem memória e uma humanidade sem Deus – numa sinfonia horripilante, repleta de olhos e sangue.]
A lista acaba aqui. Claro, poderia continuar. Quem sabe.
 
F.G.M.

definição

ser poeta é minha maneira de inexistir sozinho. F.